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sexta-feira, 5 de junho de 2009

Léon Degrelle: O Último Dos Irredutíveis

on Degrelle.

Por Antônio Marques Bessa

Na noite de 8 para 9 de Maio de 1945, enquanto por toda a Europa os Aliados festejam a vitória, um pequeno bimotor Heinkel 111 descola de um aeródromo norueguês, rumo a Espanha. O seu raio de ação fica 200 km aquém do objetivo. A bordo, Léon Degrelle confia que o vento ao menos esteja de feição, e recorda a sua divisa: “Chance Degrelle – Chance Etérnelle”.

Quando o piloto alemão que transportava León Degrelle avistou a praia de San Sebastian, os ponteiros do combustível encontravam-se no zero. Uma subida quase na vertical, para fazer afluir as últimas gotas ao tubo de alimentação, permite mais alguns quilômetros de vôo. Depois de um derradeiro vôo planado, o avião despenha-se no mar, a poucas dezenas de metros da praia. Para Degrelle, algumas fraturas a juntar à lista impressionante de ferimentos recebidos em combate nada significam; alcançada a terra espanhola, provisoriamente ao abrigo da sanha persecutória dos seus inimigos – que nos anos seguintes vitimará ambos os seus pais (falecidos na prisão) e numerosos companheiros de armas –, recolhidos os seus filhos dos orfanatos para onde tinham sido atirados, a luta não cessou, mesmo num mundo que não é o seu.

Dos principais chefes do lado derrotado na II Guerra Mundial, poucos sobreviveram. Os que escreveram memórias foram freqüentemente militares, que não se pretendem herdeiros de ideologias anacrônicas. Os que detinham responsabilidades políticas – e só em muito pequeno número escaparam aos ajustes de contas – fizeram, com maior ou menor sinceridade, ato de contrição das suas atividades passadas. Encontrar, tantos anos depois, uma figura – com um passado político e militar de grande destaque – que permanece impenitente e igual a si própria, sem mudar uma vírgula do seu discurso, rindo-se dos pedidos de extradição e tentativas de rapto, de que continuou a ser objeto durante anos, é um acontecimento raro.

Essa oportunidade é-nos oferecida por um filme em duas partes de Jean-Marie Charlier, editado em cassete de vídeo em França. Encomendado pela cadeia de televisão FR31 – e posto na prateleira sem exibição, na seqüência de pressões políticas –, data de 1967 e constitui um documento invulgar, sob a forma de uma extensa entrevista, acompanhada de depoimentos e imagens de arquivo, com Léon Degrelle.

Vivendo em Espanha, aos 84 anos de idade, Degrelle é hoje o último sobrevivente de uma era que se deseja ultrapassada, mas cuja História está apenas meio escrita. A vitalidade e energia patentes no filme são as dos seus 70 anos, mas é, mesmo assim, evidente que estamos perante uma personalidade fora do comum. É das suas experiências na cena política belga e da sua participação na campanha da Rússia que nos fala Degrelle, durante quase duas horas e meia.

O seu discurso não é nem o do observador desapaixonado nem o do propagandista sem princípios. No modo como descreve os acontecimentos, que tão intensamente viveu, existe uma curiosa mistura de entusiasmo, convicção profunda e humor.

DEGRELLE E O REXISMO

Nascido numa família católica tradicionalista, Degrelle foi o fundador e principal dirigente do Rexismo, movimento político belga, fortemente influenciado pela extrema-direita maurrasiana da vizinha França. Nas décadas que antecedeu a II Guerra Mundial, o Rex teve um impacto considerável, nomeadamente em Maio de 1936, quando o movimento conseguiu eleger vinte e um deputados a nível nacional. Nessa época, no entanto, a imagem do Rexismo era menos a de uma formação extremista que a de um movimento de inspiração patriótica e católica, em luta contra a corrupção econômica.

Degrelle tinha exposto na imprensa rexista diversos escândalos financeiros que implicavam figuras conhecidas dos círculos políticos e da própria Igreja. Ouvindo-o falar em 1936 dos casos de mandatos parlamentares e acumulações financeiras ilegítimas que denunciava nos anos trinta, do poder dos banksters e da corrupção da hierarquia católica, fica-se com uma visão necessariamente unilateral dos casos da época, mas adquire-se igualmente a convicção de que a sua indignação é genuína, e os escândalos mais que simples expedientes políticos eleitoralistas. Durante as campanhas eleitorais em que Degrelle recolhia fundos levando a cabo meetings de massas em que o ingresso era pago, o Rexismo havia revelado uma forte implantação no proletariado e pequena burguesia. Em 1937, a Igreja adota uma posição claramente hostil, proibindo o voto nos rexistas.

A derrota eleitoral que se segue é conseqüência direta do que os rexistas passam a considerar como a traição da hierarquia católica, e marca o início de um resvalar progressivo dos seus dirigentes para posições cada vez mais identificáveis com as doutrinas de aspecto fascista, em ascensão por toda a Europa.

Quando em 10 de Maio de 1940, a Bélgica se vê invadida, Degrelle encontra-se em plena travessia do deserto político. O que não impede o Governo belga de proceder à sua detenção, e de o entregar, juntamente com vários correlegionários, às autoridades de um país estrangeiro – a França – a fim de ser internado como um vulgar inimigo. Depois de escapar por pouco ao sinistro episódio de Abbeville – em que 21 detidos políticos são assassinados pelas tropas francesas –, Degrelle inicia um périplo por vinte e duas prisões ao qual sobrevive, apesar de bastante maltratado. Uma vez regressado à Bélgica, é recebido pelo Rei em Agosto de 1940, e é pressionado para fazer equipe com o chefe dos socialistas De Man, ex-ministro do Governo que lhe infligira a derrota eleitoral, agora adepto de uma colaboração com a Alemanha.

Os pactos políticos de conveniência, porém não lhe interessam e, em 1941, quando a Alemanha invade a União Soviética, a sua componente aventurosa e o gosto pela ação direta levam-no a alistar-se na Legião de Voluntários Valões. Hitler envia um telegrama nomeando-o tenente. Recusa a oferta, e é como simples soldado raso “para ganhar os seus direitos” que parte com os primeiros voluntários.

NO INVERNO RUSSO

A história dos voluntários valões e a da sua própria carreira militar fulgurante, em três anos e meio de campanha na União Soviética, são o tema da segunda parte do filme. Alistado como metralhador de segunda classe, Degrelle conhece os seus primeiros combates na Ucrânia, onde o pequeno batalhão inicial de valões se encontra integrado no Grupo de Exército Sul. Promovido por distinção diretamente de cabo a alferes, participa uma e outra vez em ações de combate próximo, de que resultam múltiplos ferimentos, e percorre rapidamente os postos sucessivos, vindo a assumir o comando da unidade depois da morte em combate do seu predecessor Lippert. Em Maio de 1943, a Legião é transferida para as Waffens-SS, com a designação de “Sturmbrigade” Wallonie, participa repetidamente em ações decisivas, passa a divisão em princípios de 1945, e nos últimos dias está reduzida à meia dúzia de sobreviventes.

Quando a guerra termina, Degrelle tem a patente de coronel das Waffen-SS, é o único estrangeiro a possuir a cruz de cavaleiro da cruz de ferro com as folhas de carvalho, e é um dos onze únicos detentores da placa de ouro do combate corpo-a-corpo, em todo o Exército alemão.

A sua memória da guerra no Leste é a visão dos acontecimentos de alguém que não só os viveu na violência do combate próximo e na responsabilidade do comando, mas conheceu de perto alguns dos protagonistas históricos que os moldaram. As suas opiniões sobre o desenrolar da guerra na Rússia divergem, por vezes, das versões habitualmente aceitas: manifesta, por exemplo, uma forte convicção de que a derrota da ofensiva sobre o saliente soviético de Kursk – uma das batalhas mais importantes de toda a guerra, onde se deram os maiores combates de forças blindadas da História – se deveu ao fato de a espionagem soviética ter tido conhecimento dos planos alemães, uma hipótese verossímil quando se considera a extrema eficácia dos serviços de informação aliados e a importância crucial que a Ultra teve na frente ocidental. É, no entanto, quando Degrelle fala na sua experiência pessoal e direta do inferno de Tcherkassy, na Ucrânia, ou dos últimos combates na Estónia ou na Pomerânia, que as suas palavras suspendem a respiração dos que o querem ouvir.

Imaginar o que terá sido o combate na interminável estepe russa, com equipamentos inadequados para o Inverno, em condições de constante inferioridade numérica, com uma frente da largura de um continente a defender, é em si difícil. Quando se ouve Degrelle descrever os extremos de temperatura da ordem dos 40 graus negativos, a lama – pior que a neve – onde durante o degelo homens, animais e veículos se afundavam, as intermináveis ondas humanas do Exército soviético permanentemente renovadas, contidas em condições desesperadas, apercebemo-nos melhor do caráter apocalíptico dessa luta e do seu significado para os que nela participaram.

EUROPA E BORGONHA

Para Degrelle, o que estava em jogo não eram mais pequenas questões de política local, mas o nascimento de uma Europa de nações solidárias, readquirindo, sob a direção militar alemã, a importância geopolítica que lhe pertencia de direito próprio. Na reordenação do continente, voltaria a ter lugar uma unificação entre a França e a Alemanha, segundo as linhas do estado medieval formado pelos duques da Borgonha no séc. XV, desaparecido numa conjunção de acidentes dinásticos e desastres militares; através da aspa vermelha em campo de prata dos seus estandartes, o sonho borgonhês esteve presente em todos os combates da brigada Wallonie.

O que teria sido a evolução política de uma Europa aglutinada sob as ideologias antidemocráticas da época, jamais saberemos, mas é talvez importante notar que, mais que o poder de atração das mesmas, foi o combate anticomunista que fez correr um grande número de voluntários à frente leste. Degrelle é um daqueles para quem ambas as motivações existiram, e as suas palavras não deixam dúvidas disso. O destino da Europa Central e Oriental, na seqüência da vitória aliada, no entanto, deveria temperar a nossa tentação de culpabilizar excessivamente os que duvidaram do monopólio aliado da virtude…

Um episódio quase humorístico dá, de resto, a medida do caráter de Degrelle. Tendo descoberto que dois dos seus voluntários, ex-polícias de Bruxelas, mantinham informada a Gestapo sobre os comportamentos dos seus camaradas, faz uma alocução referindo a presença de dois espiões e acrescenta: “Jurai que esses homens estão mortos”. “Juro!”, respondem todos a uma voz. Horas depois, ambos os informadores tinham desaparecido, e sido dados como desertores. Alguns dias mais tarde eram capturados pelas autoridades alemãs…

HITLER

Degrelle menciona as suas reminiscências de algumas das personagens mais misteriosas do III Reich, tais como Himmler e Bormann, mas é quando aborda a personalidade de Hitler que as suas considerações se revestem de um interesse especial. Hitler é, evidentemente, um dos grandes enigmas do século. Na imagem da propaganda do tempo da guerra, era um ex-pintor de paredes, deficiente mental, com anomalias físicas e taras sexuais de última ordem, que chegaram a ser detalhadas numa obra de pseudo-psiquiatria. No pós-guerra, tornou-se um caso menos patológico, mas mais malevolente, um ditador histérico, que não tolerava a mínima oposição e, nos últimos tempos, se encontrava incapacitado, sempre à beira do ataque de fúria, um verdadeiro desastre como estratego militar, responsável por inúmeros insucessos alemães.

Apesar da sua suposta vulgaridade, no entanto, Hitler tem fascinado os biógrafos como poucas outras personalidades do séc. XX. Obras como as de John Toland ou David Irving têm contribuído para fazer luz sobre múltiplos aspectos da sua passagem meteórica pelo palco da História. A imagem que emerge dos vários estudos recentes, relega a maior parte das alegações propagandísticas à condição de lendas; Hitler possuía uma extraordinária intuição militar e política, um vasto conhecimento de História, quase sempre considerou detalhadamente os pontos de vista que contradiziam os seus, e morreu de plena posse das suas faculdades mentais e físicas, apesar do desgaste nervoso e dos ferimentos recebidos no atentado de 1944. Esta imagem é bem reforçada por Degrelle, que acentua que o seu declínio e intratabilidade são míticos.

Degrelle conheceu de perto Hitler – que o tratava pelo primeiro nome – nos seus quartéis-generais da frente leste, e narra vários episódios do seu convívio privado. Num deles, reparando no desgaste das botas que Degrelle usava, Hitler vai buscar um dos seus próprios pares de botas, e, ao verificar que Degrelle calçava um número abaixo, estende-lhas despretensiosamente depois de lhes enfiar umas folhas amachucadas do Völkischer Beobachter. Noutro, cruzam-se, Hitler pergunta-lhe para onde se dirige, Degrelle responde que vai à missa, e Hitler, que como se sabe não era muito católico, diz-lhe: “Se a minha mãe fosse viva, acompanhava-o com certeza”.

OS DIAS DO FIM

Quando Hitler abandona o mundo dos vivos da forma que escolheu e o círculo de aço russo se fecha sobre os últimos defensores de Berlim, Degrelle sabe bem o destino que o espera se cair nas mãos dos seus inimigos. Gastos os seus recursos financeiros pessoais para ajudar os seus soldados a desaparecer, consegue atingir Copenhague onde assiste à aterragem dos primeiros aviões ingleses. Daí para a Noruega o seu passaporte é a cruz de ferro com as folhas de carvalho: a sua exibição furtiva perante o pessoal alemão ainda nos seus postos, abre-lhe todas as portas e faculta-lhe os transportes. Depois é a viagem do avião solitário, de onde avista, por entre as trevas, as luzes festivas de Paris.

Para Degrelle, 1945 foi o apocalipse de uma idéia da Europa e a II Guerra Mundial um combate perdido. Como para muitos dos que combateram do seu lado – e do lado contrário – a sua percepção foi a de uma luta de vida ou morte pela sobrevivência dos valores do Ocidente. Que a guerra em si tenha estado na origem da ruptura generalizada de todos os valores, e tenha afundado as nações civilizadas em abismos de destruição e hipocrisia, que não seriam acreditadas no séc. XIX, talvez não lhe tenha ocorrido – como não ocorre aos que, cinqüenta anos depois, continuam a promover as mitologias maniqueístas de sinal inverso, herança direta da propaganda de 1939-1945.

Das ruínas da guerra, no entanto, a par da bancarrota moral dos governos e dos sofrimentos indizíveis infligidos às populações, alguns monumentos permanentes se erguem: seriam necessários critérios bem estreitos para que os historiadores futuros, debruçados sobre as guerras do séc. XX com a mesma isenção política com que estudamos hoje as campanhas napoleônicas, não reconhecessem, a par do heroísmo e generosidade individuais da batalha de Inglaterra ou da defesa de Leningrado ou Berlim, a dos combatentes voluntários europeus da frente leste, à cabeça dos quais se encontraram homens e se escreveram epopéias como a de Léon Degrelle.

Às armas pela Europa! – Discurso pronunciado por Léon Degrelle no Palácio de Chaillot – Paris, 5 de Março de 1944.

A SAÚDE DO POVO

A unidade está feita e só a unidade poderá triunfar. A Europa não se faz só porque está em perigo, mas porque possui uma alma. Não estamos unidos por qualquer coisa de negativo, como salvar a pele. O que mais importa na Terra não é viver, mas viver bem. Não é a arrastar cinqüenta anos de inatividade, é, durante um ano, durante oito dias, ter vivido uma vida orgulhosa e triunfante.

Os intelectuais podem desenvolver as suas teorias. Que o façam. São jogos inocentes, embora muitas vezes jogos de decadências. Quantos franceses se comprazem nestas subtilidades! Quantos franceses pensam ter feito a revolução só porque escreveram um belo artigo sobre a revolução! A Europa é o velho país da inteligência e as grandes leis da razão são indispensáveis à harmonia européia. Mas, apesar de tudo, o nosso século significa outra coisa além do despertar das forças da inteligência. Há muitas pessoas inteligentes que nada mais foram que seres estéreis. Despertando todas as forças instintivas e sussurrantes do ser humano, recordando que há uma beleza do corpo e uma harmonia, que não se conduzem povos de anões, de zés-ninguém e de seres disformes, lembrando que não há ação sem alegria nem alegria sem saúde, o racialismo, despertando estas grandes forças que vêm do fundo do mundo, conduz à cabeça da Europa uma juventude sã e indomável, uma juventude que ama, uma juventude que deseja. Também, quando olhamos o mundo, não é para o analisar... Mas para o tomar!

A Alemanha entregou este serviço inestimável a uma Europa decadente ao ter lhe trazido a saúde. Quando olhávamos para a Europa anterior à guerra, quando íamos a esses circos de animais que eram as assembléias parlamentares, quando víamos todos essas carantonhas, todos esses senhores embrutecidos, as suas barrigas enormes, como se tivessem estado grávidos demasiadas vezes, as faces fatigadas, os olhos pisados, perguntávamos: "É isto o nosso povo?" O povo francês ainda conhecia os ditos espirituosos que eram, no fundo, uma forma de troça e de revolta, mas já não essa grande alegria inocente da força; enquanto que a Alemanha, sim, possuía esse reservatório de forças sem limites. Que é que vos espantou, homens e mulheres da França, quando vistes chegar os alemães em 1940?... É que eles eram belos como deuses, de corpos harmoniosos e ágeis, é que eram escorreitos. Nunca vistes um jovem guerreiro, nem o vedes ainda a esta hora na Rússia, com uma barba democrática. Em tudo isso há aprumo, comportamento, raça, boa cara!

Com o racialismo, com este despertar da força sã, a Alemanha devolveu logo de início a saúde ao seu povo e, depois, à Europa inteira. Quando partimos para a Rússia, disseram-nos: "Ireis sofrer lá, sereis homens envelhecidos antes do tempo". Quando regressamos da Frente, olhamos para os outros... E nós é que os achamos velhos, ao mesmo tempo que sentíamos nas veias uma força que nada fará parar!

REVOLUÇÃO DO POVO

Em toda a parte na Europa o povo era desgraçado, em toda a parte o bem-estar era monopolizado por algumas dezenas de monstros anônimos – bem-estar material fechado nos cofres fortes dos bancos, bem-estar espiritual camuflado com todas as formas da corrupção. A Europa estava velha porque não era feliz, os povos já não sorriam, porque não se sentiam a viver.

Neste momento preciso, que se passa ainda? Quer se olhe em Paris ou em Bruxelas, encontra-se nos subúrbios o mesmo povo humilhado, com salários de fome, com uma alimentação de leprosos. Chega-se às avenidas e encontram-se esses gordos pachás indolentes, atoucinhados de bifes e de notas de mil, que vos dizem: "É prática, a guerra; antes, ia-se ganhando, com a guerra ganha-se, depois da guerra ganhar-se-á". Ah, sim, não perdem pela demora!... Hão de ganhar as descargas das nossas pistolas-metralhadoras e a corda dos enforcados!

Porque, o que mais nos interessa na guerra é a revolução que se seguirá, é de devolver a milhões de famílias operárias a alegria de viver, é que milhões de trabalhadores europeus se sintam seres livres, orgulhosos, respeitados, é que em toda a Europa o capital deixe de ser um instrumento de dominação dos povos e se torne um instrumento ao serviço do bem-estar dos povos!

A guerra não pode terminar sem o triunfo da revolução socialista, sem que o trabalhador das fábricas e o trabalhador dos campos sejam salvos pela juventude revolucionária. É o povo que paga, é o povo que sofre. A grande experiência da frente russa prova-o. O povo mostrou que é capaz de fazer a sua revolução sem os intelectuais. Nas nossas fileiras, oitenta por cento dos nossos voluntários são operários! Mostraram que têm a cabeça mais limpa e que viram mais longe que milhares de intelectuais, que só têm tinta na caneta, o vazio na cabeça e, sobretudo, nada no coração, intelectuais que se pretendem de elite! Tudo isso acabou!

As verdadeiras elites formam-se na frente, é na frente que se cria uma cavalaria, é na frente que nascem os chefes! A verdadeira elite de amanhã está lá, longe do palavrório das grandes cidades, longe da hipocrisia e da esterilidade das massas que não compreendem coisa nenhuma! Cria-se durante os combates grandiosos e trágicos, como o de Tcherkassy! Foi para nós uma alegria soberana encontrarmo-nos lá entre jovens vindos de todos os cantos da Europa. Estavam lá milhares de alemães da velha Alemanha, homens do Báltico - principalmente o Batalhão Narva com os letões – havia rapagões louros dos países escandinavos, dinamarqueses, holandeses, os nossos irmãos de armas flamengos, húngaros, romenos. Havia também franceses que vos representavam nesta amálgama, ao mesmo tempo que tantos dos vossos compatriotas estavam agregados a outros setores da Frente do Leste. Lá, entre todos nós, estabeleceu-se uma fraternidade completa, porque tudo mudou com a guerra. Quando vemos na nossa Pátria um velho burguês barrigudo, não consideramos que faça parte da nossa raça, mas quando vemos um jovem revolucionário da Alemanha, imaginamos que ele é da nossa Pátria, pois que todos estamos com a juventude e com a Revolução!

Somos soldados políticos e a insígnia SS mostra à Europa onde está a verdade política, onde está a verdade social. Reunindo em todo o lado este exército político do Führer, preparamos os quadros políticos do pós-guerra. A Europa terá amanhã elites como nunca teve ocasião de conhecer. Um exército de jovens apóstolos, de jovens místicos, sustentados por uma fé que nada destruirá, sairá um dia deste grande seminário da Frente. Por isso, é lá, franceses, que é necessário estar presente!

CADA POVO TEM QUE MERECER O SEU LUGAR

Nos partidos nacionais há agora na França homens que compreenderam que é necessário trabalhar com toda a Europa, que compreenderam sobretudo que a unidade revolucionária da Europa é a SS. Em primeiro lugar, porque a SS teve a coragem de seguir a direito e de ir fortemente ao encontro da verdadeira revolução socialista. Desde há um ou dois anos vimos a França na Frente. E agora, no interior, vemos a França: a França dos de Brinon, dos Déat, dos Doriot, dos Darnand, mas, principalmente, a França da juventude! Vemos algo mais que sujeitinhos ao balcão dos bares, de cigarro ao canto da boca e prontos a engolir o pernod. Vêm-se rapazes altos, bem constituídos, capazes de fazer a revolução e de escolher na França uma rapariga bonita para lhe dar crianças vigorosas!

Vós tendes desde há anos, proporcionalmente, três vezes menos crianças que os russos, duas vezes menos que os alemães. Poderia perguntar-se porquê, neste país de amores. O amor não vai longe sem crianças! Não são elas a poesia e a ressurreição do amor?...

Esta falta de natalidade era um dos sintomas da impotência geral dos povos democráticos, impotência de ver ao longe, impotência de ter audácia, impotência diante do fervor revolucionário e impotência perante as privações, perante os próprios sofrimentos. É necessário dizer-vos, franceses, que perdestes cinqüenta anos numa Europa de soldados que luta, que mostra a sua coragem, que tem necessidade de ser heróica, mas que prepara uma revolução social e assentos morais para cada povo. Não pode ser possível que centenas de milhares de homens sejam mortos, levados pelas virtudes mais sublimes, para que se caia a seguir na imundície da mediocridade, da baixeza, da indolência. A Frente não criou somente forças de saúde no terreno militar, forças revolucionárias que passarão amanhã através de tudo, prepara a Revolução que é mais necessária para a Europa: a revolução espiritual. Temos necessidade de homens direitos e puros, dos que sabem que as mais altas alegrias do homem moram na alma. Não admitiremos a mediocridade da alma, não admitiremos homens a viverem de alegrias sórdidas, virados para o seu egoísmo, numa atmosfera mesquinha. Queremos elevar os povos, levar-lhes o gosto, a grandeza. Queremos que os povos tenham a alegria soberana de se elevarem para além da vida quotidiana.

Eis porque, caros camaradas, devemos estar unidos. A Europa organizada contra o comunismo, para defender a nossa civilização, o nosso patrimônio espiritual e as nossas velhas cidades, deve estar unida, e cada povo tem que merecer o seu lugar, não a invocar o passado como razão, mas dando o sangue que lava e purifica. A Europa deve estar unida para realizar sob o signo da SS a Revolução Nacional-Socialista e para trazer às almas a Revolução das Almas!

Voluntários de mais de vinte países agrupados às centenas de milhares na Frente do Leste, unidos a uma juventude alemã maravilhosa de fé e de entrega, todos nos entendíamos depois de quatro anos de ideais forjados em comum e de sacrifícios comuns!

Sem a resistência heróica, de uma tenacidade impensável, do Exército alemão e dos 600.000 voluntários não alemães da Frente do Leste, sem os 900 dias de luta, passo a passo, de Stalingrado a Berlim, adeus Europa!

Léon Degrelle, em Abril de 1943, depois de lutar na frente contra a URSS.

Léon Degrelle com suas filhas em um blindado, Bruxelas – 1944.
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terça-feira, 5 de maio de 2009

O Anti-Tabagismo Durante o III Reich

Com o começo do ano 2006, entrou em vigor uma lei na Espanha que regula o consumo de fumo em lugares públicos, transportes públicos e centros de trabalho. Com motivo disso, alguns dos detratores desta lei fizeram circular pela rede um texto intitulado "A lei anti-tabaco foi inventada pelos nazistas", com o propósito de desacreditar esta nova lei, porque como o cidadão médio, submetido ao bombardeio dos meios de desinformação, fizeram-lhe acreditar que todos os "nazistas" são intrinsecamente maus por natureza, se mostrar-lhe que medidas similares foram aplicadas durante o III Reich pensará que leis deste tipo são próprias de fascistas que só procuram impedir sua liberdade individual, seu direitos como cidadão do mundo e blablabla.

De todos os modos pelo que pudemos ler, a lei espanhola é muito pouco restritiva comparada com as leis que, por exemplo, há no estado da Califórnia onde não se permite fumar nos parques públicos nem em lugares públicos fechados, como bares, restaurantes e escritórios. Também não se pode fumar nas praias, nem num apartamento de aluguel se o proprietário não autorizar, e na rua os fumantes podem acender um cigarro só se estiverem, no mínimo, a seis metros de distância de um edifício público.

Podemos pôr também como exemplo um lugar que agradará mais aos políticos de salão, o "paraíso comunista" da Cuba, onde se proíbe fumar em todos os lugares públicos fechados incluindo escritórios, teatros, ônibus, táxis, trens, escolas, zonas de manipulação de alimentos e estádios esportivos.

O fumo segue representando o maior problema da saúde pública de nosso tempo, já que intervém em uma de cada cinco mortes da população geral e na metade das mortes entre 35 e 69 anos. O tema do fumo nunca se tinha levado, na Espanha, com a seriedade que merecem os 55.000 mortos que ocasiona anualmente. Legislava-se para conseguir seu controle, mas se esquecia de desenvolver aspectos tão elementares como os mecanismos necessários para que as leis fossem cumpridas.

Os historiadores e epidemiologistas mal acabam de começar a explorar o movimento anti-fumo desenvolvido na Alemanha durante o governo de Adolf Hitler. A Alemanha teve o mais forte movimento antitabaco do mundo na década dos anos 30 e na primeira metade da década dos anos 40, com medidas tais como a proibição de fumar em lugares públicos, proibições de propaganda, restrições para as rações de fumo para as mulheres, e a mais refinada investigação mundial sobre os efeitos do tabaco, contribuindo com provas científicas da já evidente relação entre o fumo e o câncer de pulmão.

Na última década os historiadores médicos contribuíram com estudos que melhoram nosso conhecimento sobre a medicina e a saúde pública na Alemanha do III Reich. Sabemos graças a isso que aproximadamente a metade dos médicos do sistema público de saúde estavam filiados ao NSDAP.

Muitos líderes nacional socialistas se opunham claramente ao consumo de fumo, como o Doutor Robert Ley, da Frente Alemã do Trabalho, sendo Adolf Hitler um dos mais ferrenhos em sua oposição.

O primeiro caso de um estudo controlado sobre a relação entre câncer de pulmão e tabagismo foi levado a cabo na Alemanha em 1939. Isto foi possível com a volta do Escritório Contra os Riscos do Álcool e do Fumo, estabelecido em 1939 pelo Doutor Leonard Conti, responsável dos Assuntos de Saúde do Reich, na qual tinha precedido no cargo Gerhard Wagner. O Instituto de Investigação dos Riscos do Fumo,estabelecido na Universidade de Jena, desenvolveu um segundo estudo em 1942. Este Instituto foi financiado com 100.000 marcos do Reich provenientes das finanças pessoais de Adolf Hitler.

Além das investigações sobre o tabagismo, também tinha muitas campanhas para promover o hábito saudável de não fumar. As Juventudes Hitlerianas e a Liga das Garotas Alemãs distribuíram abundante propaganda anti-fumo. Em 1942 a Federação das Mulheres Alemãs (BDM) lançou uma campanha contra o consumo de fumo e álcool. A Frente Alemã do Trabalho também desenvolveu muitas campanhas, onde se faziam muito insistentes, com os efeitos prejudiciais do tabaco para a saúde.


Estas campanhas estavam apoiadas também por uma legislação, que proibia fumar tanto alunos como professores em muitas escolas.

Considerava-se como negligência criminosa se os motoristas envolvidos em acidentes estavam fumando. Controlou-se estritamente a publicidade do fumo, e foi criada uma discussão sobre se os pacientes com doenças derivadas do tabagismo deviam receber o mesmo tratamento que os pacientes com doenças não derivadas do consumo de fumo.

A luta contra o tabagismo foi só um dos assuntos de saúde que receberam atenção por parte da Alemanha Nacional socialista. Também foram levadas a cabo campanhas contra o consumo de álcool. Recomendava-se consumir frutas e verduras, pão integral e não abusar das gorduras. Uma marcante figura da medicina do III Reich, Erwin Klein, predisse que no futuro se descobriria que o câncer era um resultado de uma dieta inconveniente. O consumo em excesso de creme era também particularmente desaprovado. O jornal oficial das SS, 'Das Schwarzes Korps', falou numa ocasião sobre os turistas alemães na Áustria que visitavam os cafés, que davam uma imagem "de onde se pode pensar que a Grande Alemanha foi criada só para que seus cidadãos pudessem “se encher” de bolos com creme". Um proeminente slogan pró-militarista rezava: "Poder de combate ou creme?".


Outro fator que se mostrou muito interesse sobre a noção de que um ambiente intra-uterino afetado pela nicotina e pelo álcool teria conseqüências no desenvolvimento dos filhos. Um manual de saúde de 1942 para mulheres grávidas proclamava: "Mães, deveis evitar absolutamente o álcool e a nicotina durante a gravidez e a lactância de vossos filhos. Estes elementos dificultam, danificam e destroem o curso normal da gravidez. Beber suco de frutas".

Apesar das campanhas levadas a cabo, entre 1933 e 1938 o consumo de fumo na Alemanha aumentou, com umas taxas de incremento superiores às da França que desenvolvia campanhas anti-tabaco menos ativas. O consumo per capita de cigarros na Alemanha entre 1932 e 1939 passou de 570 a 900 cigarros por ano, enquanto na França passou 570 a 630 cigarros por ano no mesmo período de tempo.

Igualmente que hoje em dia, há que levar em conta que as companhias tabaqueiras exerciam um grande poder econômico e político, e os ativistas anti-fumo alemães se queixavam freqüentemente de que seus esforços não podiam ser equiparados aos anúncios do "Estilo Americano" que utilizava a indústria do fumo. Os produtores nacionais de fumo neutralizaram toda a crítica mostrando-se como uns dos primeiros e ferventes apoiadores do Nacional socialismo, e não há que esquecer que as S.A (Sturm Abteilung) manufaturavam seus próprios cigarros das marcas Trommler, Alarm, Sturm e Neue Front Cigarettes na fábrica "Sturm Zigaretten".

Assim mesmo, a indústria tabaqueira lançou vários novos jornais e revistas com o propósito de contrariar a propaganda anti-fumo. Com uma estratégia que repetiriam nos Estados Unidos depois da II Guerra Mundial, algumas destas publicações tentavam desacreditar o movimento anti-fumo qualificando-lhes como "fanáticos" e "carentes de todo rigor científico".

Também há que levar em conta que o fumo cria uma importante fonte de renda para o tesouro público. Entre 1937 e 1938, as rendas provenientes dos impostos e tarifas sobre o fumo atingiram um bilhão de marcos do Reich. Em 1941, como resultado da união do Reich com a Áustria e a Boêmia, estas rendas foram incrementadas ao dobro. De acordo com o Escritório Alemão de Orçamentos Públicos, as rendas do fumo foram de 1/12 parte das rendas totais do Estado. Dizia-se que 200.000 de alemães viviam direta ou indiretamente da indústria do fumo, um argumento que foi rapidamente “dando a volta” daqueles que diziam que a Alemanha precisava de trabalhadores em indústrias realmente produtivas para a nação, pessoas que podiam ser recrutadas entre as que trabalhavam na indústria do tabaco.

As políticas anti-fumo na Alemanha se aceleraram no final dos anos 30, e nos primeiros anos da II GM o consumo de fumo já tinha começado a declinar. A Luftwaffe proibiu fumar em suas instalações em 1938, o mesmo que o Serviço Postal. A proibição de fumar se estendeu a muitos centros de trabalho, escritórios do governo, hospitais e casas de repouso.

O NSDAP proibiu fumar em seus escritórios em 1939, e nesse mesmo ano o chefe das SS, Heinrich Himmler anunciou a proibição de fumar para todos os policiais uniformizados e oficiais das SS enquanto estivessem de serviço, o que não impediu que, durante a guerra, um dos presentes que entregava Himmler aos membros da Waffen SS que tinham destacado, fosse um “porta-cigarros de prata” com sua assinatura pessoal.

Também no ano 1939 a revista da Associação dos Médicos Americanos apresentou um decreto de Hermann Goering onde se proibia que os soldados fumassem na rua enquanto estivessem de serviço, em marchas e desfiles, e nos períodos de permissão. 60 das principais cidades alemãs proibiram fumar nos transportes públicos em 1941, e em 1944 a proibição se estendeu a todas as cidades alemãs, incluindo os trens, vindo esta iniciativa do próprio Hitler, que estava preocupado pela exposição ao fumo das jovens condutoras. Também se proibiu fumar nos refúgios antiaéreos, ainda que em alguns deles tinham zonas separadas para fumantes. Durante os anos da guerra os cupons de racionamento de fumo foram denegados às mulheres grávidas e para todas as que tivessem menos de 25 anos, e os restaurantes e os cafés tinham proibido a venda para seus clientes. Estas medidas tinham como fim preservar a saúde das mulheres. A partir de 1943 foi decretado a proibição de fumar em público para todos os menores de 18 anos. Todas estas políticas se emolduravam dentro de uma campanha que pretendia marcar "o princípio do fim" do consumo de tabaco na Alemanha.

A epidemiologia sobre o fumo Alemão naquela época era a mais avançada em sua época. Os doutores Franz H. Muller em 1939 e Eberhard Schairer e Erich Schoniger em 1943 foram os primeiros a utilizar grupos de estudo seguindo métodos epidemiológicos para documentar a relação entre o câncer de pulmão e os cigarros, como mencionamos acima. Muller concluiu que "o importante aumento no consumo de fumo é a principal e mais notória causa do incremento da incidência de câncer de pulmão". As doenças do coração também foram mencionadas como umas das doenças mais graves produzidas pelo consumo de fumo. Nos últimos anos da guerra, se suspeitava da nicotina como a causadora das falhas coronárias sofridas por um surpreendente número de soldados na frente do Leste. Em 1944, um relatório de um médico militar apresentou que 32 jovens soldados dos quais tinha examinado uma vez mortos na frente de batalha por ataques do coração tinham sido todos "fumantes entusiastas". Este médico citava em seu relatório o patologista de Friburgo, Franz Buchner, que considerava que os cigarros deviam ser considerados "um veneno coronário de primeira ordem".

Em 20 de Junho de 1940, Adolf Hitler ordenou que as rações de fumo fossem distribuídas entre os soldados "de um modo que dissuadisse os soldados de fumar". As rações de cigarros estavam limitadas a 6 cigarros por pessoa ao dia. Com rações alternativas disponíveis para os não fumantes, como chocolate ou comida extra. Em ocasiões muito limitadas tinha cigarros extra disponíveis para fumar, mas estavam limitados a 50 ao mês por pessoa. As rações de fumo não podiam ser providas às mulheres da Wehrmacht. Uma ordem de 3 de novembro de 1941 aumentou as taxas sobre o fumo para um nível tão alto como nunca tinha estado, sendo entre 80% e 95% do preço de venda, com o fim de aumentar o preço e desincentivar o consumo. Depois da morte de Adolf Hitler, tiveram que passar mais de 25 anos para que as taxas sobre o fumo voltassem a incrementar.


Os efeitos destas e outras medidas, como as leituras por parte de médicos para desincentivar o consumo de fumo entre os soldados, conseguiram reduzir o consumo de fumo entre os militares durante os anos da II GM. Uma pesquisa efetuada em 1944 entre 1.000 membros do exército mostrou que enquanto a proporção de soldados fumantes tinha aumentado (só 12,7% eram não fumantes), o consumo de fumo tinha decrescido (em 14%). Mais militares eram fumantes (deles 10 tinham adquirido o hábito durante a guerra, enquanto só 7 tinham deixado), mas a média de consumo per capita de cada soldado tinha baixado quase 25% (23,4%) um consumo muito menor que o dos anos da préguerra entre o mesmo grupo. O número de fumantes ''intensivos'' (mais de 30 cigarros ao dia) tinha reduzido de 4,4% à 0,3%, e quedas similares foram registradas para os fumantes de ''intensidade média''.

A pobreza do pós-guerra provocou que o consumo não aumentasse. De acordo com as estatísticas oficiais alemãs, o consumo de fumo não voltou aos níveis da pré-guerra até meados dos anos 50. A queda foi muito significativa: o consumo alemão per capita diminuía a mais da metade entre 1940 e 1950, enquanto, por exemplo, o consumo nos EE.UU. dobrou durante esse período. Na França também aumentou, ainda que durante os quatro anos da ocupação alemã o consumo de cigarros diminuiu ainda mais do que na Alemanha. Depois da guerra, a Alemanha perdeu sua posição como a nação com umas das campanhas e uma ciência anti-tabaco mais agressiva. Depois da morte de Hitler, muitos dos doutores que trabalharam na campanha anti-fumo ou bem perderam seu trabalho ou foram silenciados. Karl Astelm, diretor do Instituto de Jena de Investigação dos Riscos do Fumo, que era, além disso, o reitor da Universidade de Jena e oficial das SS, suicidou-se em seu escritório na noite de 3 para 4 de Abril de 1945. O responsável dos Assuntos de Saúde do Reich, Leonardo Conti, outro ativista anti-tabaco, suicidou-se em 6 de outubro de 1945 numa prisão aliada onde estava à espera do julgamento por sua participação no programa de eutanásia. Hans Reiter, presidente do Escritório de Saúde do Reich, que numa ocasião definiu a nicotina como "o maior inimigo da saúde do povo" e "o estorvo número um da economia alemã" foi internado durante dois anos numa prisão americana, e posteriormente trabalhou como médico numa clínica de Kassel, não voltando jamais a exercer na saúde pública. O Gauleiter Fritz Sauckel, o cabeça do movimento anti-fumo de Turíngia e avalista em seus começos do Instituto de Investigação dos Riscos do Fumo, foi executado em 1 de Outubro de 1946. É surpreendente que todos os esforços para reduzir e eliminar o tabagismo na Alemanha fossem esquecidos depois da guerra.

Claramente havia alguns vínculos consideráveis entre promover alguns estilos de vida sãos e a idéia de defesa da raça. O fumo e o álcool eram considerados como "venenos genéticos" que levavam à degeneração do povo alemão, já que afetavam a fertilidade e podiam causar danos nos cromossomos. Talvez por este motivo, a opção por promover hábitos saudáveis durante o III Reich não foi dado a conhecer para o grande público, que como resultado de 70 anos de propaganda seguem pensando que todo "nazista" é mal e detestável por natureza.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Adolf Hitler: O Humanitário

Direito dos Trabalhadores

Era uma prática habitual na Europa que o proprietário de uma fábrica tivesse o poder de demitir imediatamente um empregado. Não havia nenhum recurso contra tratamento injusto de um empregador. Por outro lado, proprietários de fábrica não possuíam nenhuma proteção contra prejuízos provocados por greves e demandas por aumentos irrealistas de salário.

Adolf Hitler instituiu direitos legais justos para ambos: proprietários de fábricas e trabalhadores. Três órgãos reguladores foram legalmente estabelecidos para fornecer essa proteção.

Toda empresa com 20 ou mais pessoas deveria ter um “Conselho da Confiança”. Este conselho tinha o dever de promover o companheirismo e o trabalho em equipe dentro da empresa. Esperava-se do mesmo que resolvesse os litígios trabalhistas. Ambos, trabalhadores e a gerência tinham voz ativa na composição deste conselho. Disputas não resolvidas poderiam ser submetidas às “Comissões de Trabalho”.

As “Comissões de Trabalho” eram órgãos regionais que supervisionavam os “Conselhos de Confiança”. Eram essencialmente árbitros e conciliadores designados pelo estado, sem interesse em favorecer trabalhadores ou empresários. Devido à natureza técnica da indústria de manufatura, as “Comissões de Trabalho” eram assistidas pelo “Conselho Consultivo de Especialistas”, compostos pelos principais técnicos em seus campos de especialização.

Um “Tribunal de Honra Social” foi estabelecido para resolver os litígios trabalhistas que a “Comissão de Trabalho” não pudesse resolver. Cada tribunal era presidido por um juiz de carreira, assistido por dois juízes adjuntos, um representando os trabalhadores e outro representando a gerência. O sistema foi revolucionário e surpreendentemente bem sucedido. O mundo não havia visto nada como isso antes. O sistema com seus freios e contrapesos foi o mais esclarecido na história humana e o mundo não viu nada melhor desde então.

Greves violentas, bloqueios e ausências freqüentes no trabalho tornaram-se fatos do passado a pós a melhoria das relações entre trabalhadores e proprietários. Pelo fato do conflito de classes ser fundamental na estratégia marxista, a ameaça comunista de tomar o poder na Alemanha desintegrou-se e desapareceu.

Cartaz criado por Adolf Hitler: “A suástica une todas as classes”

Adolf Hitler também introduziu o regime de quarenta horas de trabalho por semana na Europa. As horas-extras de trabalho eram agora remuneradas em uma taxa crescente, o que não era feito em nenhuma outra parte do continente naquele tempo. E porque o regime diário de trabalho de oito horas tornou-se a norma, as horas-extras de trabalho tornaram-se mais facilmente disponíveis.

Enquanto muitos destes direitos são garantidos hoje, deve-se lembrar que naquele tempo, tal proteção social era desconhecida fora da Alemanha.


“Eles devem aprender a respeitar uns aos outros e a serem respeitados novamente – o intelectual deve respeitar o trabalhador manual e vice versa. Um não pode existir sem o outro” – Adolf Hitler – escrito durante a prisão – 1924.

Adolf Hitler freqüentemente visitava as fábricas para ele mesmo ver e ouvir dos trabalhadores e da gerência, se a nova legislação estava melhorando sua situação no trabalho. Ele andava pelas fábricas sem seguranças entre centenas de homens munidos de chaves de parafuso e gruas. Em seus doze anos de serviço e muitas fábricas visitadas, nunca houve um incidente adverso. Os trabalhadores o idolatravam.

Adolf Hitler encontra-se com trabalhadores rurais

Em uma outra inovação de Adolf Hitler, os intervalos durante o trabalho foram aumentados para duas horas por dia, assegurando uma ótima oportunidade para os trabalhadores relaxarem e usarem os campos para jogos e outras instalações que as grandes indústrias eram agora obrigadas a proporcionar.

Todo trabalhador alemão também recebia pensão e seguro em caso de doença ou incapacidade.

“Nós não eliminamos as classes para substituí-las por outras; nós eliminamos as classes para fazer com que o povo alemão se torne uno. Nossa educação também treina o homem para respeitar a realização intelectual: enquanto um nós persuadimos a respeitar a espada, outro nós persuadimos a respeitar a bússola ou a caneta. Todos agora são companheiros compatriotas alemães e é a realização de cada uma que determina o seu valor... O que é necessário é ensinar a cada classe e profissão a importância das outras. Todos juntos formam um poderoso organismo: operário, camponês e profissional.” – Adolf Hitler.

Higiene e Repouso no Local de Trabalho

No início dos anos 30, o mundo das fábricas era utilitarista e hostil para o corpo e espírito humano.

Ambientes funcionais escuros e de mau-cheiro para o trabalho pesado. Mas em 1933 a legislação obrigou as fábricas alemãs a se adequarem a um alto padrão de limpeza e higiene. As áreas internas tiveram que ser abertas para a luz.

As grandes fábricas tiveram que providenciar áreas de descanso, lanchonetes, vestiários adequados e até campos para jogos e piscinas.

Era um princípio que as condições de trabalho não poderiam prejudicar o bem-estar físico e espiritual dos trabalhadores.

Concertos e outros entretenimentos de grupos visitaram o país, acrescentando variedade e cultura ao ambiente de trabalho.

Em três anos, 17.000 lanchonetes foram criadas dentro das fábricas. Além disso, 13.000 instalações sanitárias com água encanada foram disponibilizadas para trabalhadores que anteriormente tinham que se contentar com primitivas latrinas e lavatórios.

Concertos tornaram-se uma atividade regular nas grandes fábricas. Berlim - 1943

Taxa de Criminalidade

Anarquia, prostituição, contrabando e outras mazelas anti-sociais estavam generalizados antes de Adolf tornar-se Chanceler. Atacando o problema de várias formas, o crime foi praticamente eliminado e as ruas das cidades tornaram-se regiões seguras e dignas, aptas para a vida familiar novamente.

“Milhares de americanos, ingleses e franceses visitaram a Alemanha durante os meses posteriores à revolução nacional e seriam capazes de depor como testemunhas oculares que não há nenhum país no mundo no qual a lei e a ordem são melhor mantidos que na Alemanha dos dias atuais. Que não há nenhum país no mundo em que a pessoa e a propriedade sejam mais respeitadas que no nosso, e que, talvez, não haja país no mundo que lute mais rigorosamente contra aqueles que acreditam serem livres para deixarem soltos seus mais baixos instintos em detrimento de seus semelhantes.” - Adolf Hitler.

Maternidade e Cuidados com a Infância

A organização “Mãe e Criança” foi fundada para assegurar bem-estar, saúde, segurança, segurança financeira e lazer para as mães e seus filhos e também para mulheres grávidas. Os 26.000 centros locais criados por volta de 1937 proporcionavam festividades a 1.800.000 crianças. Além disso, 4.319 novas creches e jardins de infância foram criados.

“Hoje na Alemanha há cerca de dois terços mais de creches que antes do Nacional-Socialismo assumir o poder. Milhares e milhares de crianças foram enviadas para casas especiais de festividades e de veraneio no interior do país e em praias. Seu número seria suficiente para para acompanhar os dois lados da rodovia Berlim-Nuremberg.” - Herr Hilgenfeldt. Chefe da Organização de Bem-Estar.

Cartaz do NSDAP, encorajando a saúde e os valores da família

Em 1937, foram aprovadas novas leis que tornaram ilegal a venda de álcool a menores. A Alemanha estabeleceu punição por dirigir sob a influência de álcool e reforçou a medida através da aplicação de testes sanguíneos a motoristas.

O governo alemão promoveu o consumo de água mineral como substituto ao álcool e conduziu extensas campanhas dirigidas aos jovens para encorajá-los a comer e beber saudavelmente e praticar bastantes exercícios; uma mente sã em um corpo saudável.


“Após 1945, Hitler foi acusado de todo tipo de crueldade, mas não estava em sua natureza ser cruel. Ele adorava as crianças. Era algo completamente natural para ele parar seu carro e dividir sua comida com jovens ciclistas ao longo da estrada. Uma vez, ele deu sua capa de chuva a um trabalhador desamparado durante uma chuva. No meio da noite ele poderia interromper seu trabalho para preparar comida para o seu cachorro Blondi.” - General Leon Degrelle.

Fonte:
http://adolfthegreat.com/Trails-Talent/humanitarian-maxi.html

terça-feira, 21 de abril de 2009

Cruz de Honra das Mães Alemãs

Hitler sempre valorizou as mulheres em reconhecimento aos seus méritos ao lado do III Reich. Uma das formas de reconhecimento, instituída em 16 de Dezembro de 1938 por iniciativa do próprio Adolf Hitler, foi a criação de uma condecoração conhecida como "Cruz de Honra das Mães Alemãs" (Ehrenkreuz der deutschen Mutter ou Mutterkreuz), que era concedida às mulheres que davam à Alemanha filhos "Ariernachweis" (de descendência ariana).

Uma mãe poderia receber a condecoração nas classes de bronze, prata ou ouro, dependendo da quantidade de filhos que gerara. Uma mãe com quatro filhos era condecorada com a medalha de bronze, com seis filhos recebia a medalha de prata e com oito filhos a de ouro. Houve até uma medalha de ouro incrustada com diamantes, que foi atribuída a um pequeno número de mulheres que tiveram entre doze e catorze filhos.

É importante recordar que um dos problemas enfrentados pela Alemanha, após a I Guerra Mundial e com a crise econômica dos anos 20, estava a diminuição do índice de natalidade. Como forma de garantir a geração de novos alemãs, houve o incentivo para que as mulheres tivessem filhos, não apenas condecorando-as com medalhas, mas garantindo a elas novos benefícios com a criação do sistema de seguridade social mais avançado do mundo na época, além de benefícios concedidos aos filhos.

Em 1939, mais de três milhões de mulheres receberam a condecoração. Mulheres das regiões anexadas pelo III Reich (como a Áustria e Danzig) também eram elegíveis à premiação.

As mães eram premiadas anualmente em 12 de Agosto (aniversário da mãe de Hitler) e no segundo domingo de maio (dia das mães).
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Cruz de Honra das Mães Alemãs em ouro, prata e bronze.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Adolf Hitler e o Projeto Autobahn

As primeiras rodovias no mundo foram construídas na Alemanha. Elas foram concebidas por um pobre artista esforçado chamado Adolf Hitler. Os livros que ele leu instruíram-no sobre muitos aspectos do planejamento urbano e de rodovias, e, além disso, ele tinha uma habilidade para simplificar problemas complexos e um dom para manter os projetos em harmonia com a natureza. Seus sonhos de amplas, seguras e belas estradas levaram-no a estudar as pontes e a arquitetura. Mais tarde, ele viria pessoalmente a autorizar projetos de pontes e, algumas vezes, lançar concursos nos quais o design com melhor projeto e beleza ganharia dinheiro e prestígio.

As rodovias deveriam possuir 24 metros de largura e deveriam estar em harmonia com a paisagem. Rocha natural local seria preferencialmente utilizada para realçar as belas estradas que se integrariam e divergiram como grandes obras de arte.

Mesmo as estações de serviço e os restaurantes foram planejados de antemão, associados à arquitetura local e em harmonia com o ambiente.

O projeto Autobahn também foi concebido para proporcionar trabalho para os desempregados. As estradas normais eram geralmente pavimentadas com betume ou asfalto, os quais a Alemanha tinha de importar. Mas como a Alemanha não tinha câmbio para isso, então foram inventadas as estradas pavimentadas com lajes de concreto, cujos materiais encontravam-se disponíveis na Alemanha.

As rodovias eram de uso gratuito (sem pedágios). Adolf não penalizou a população por viajar. Centenas de novos negócios surgiram ao longo dos 2.000 km de rodovias que foram concluídas antes da guerra. As novas estradas eliminaram o congestionamento nas estradas antigas e geraram receitas tributárias com a abertura de novas empresas.

Turismo e comércio floresceram como nunca antes.
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Hitler só aceitou projetos para a Autobahn de pontes que se harmonizassem com a natureza e que fossem esteticamente bonitas.

A Alemanha celebra a conclusão da primeira parte da Autobahn em 1935. O mundo inteiro veio, viu e copiou.

* Autobahn significa rodovia em alemão.

Fonte: http://adolfthegreat.com/Trails-Talent/autobahn.html

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Mais fotos do III Reich

Mais algumas lindas fotos do III Reich.

sábado, 24 de janeiro de 2009

A nudez no III Reich

A concepção Nacional-Socialista sobre o corpo humano, abandonou por completo a visão pecaminosa típica do judeu-cristianismo, retornando a visão grega clássica, onde o belo é sinônimo do bom.
Essas imagens (abaixo) correspondem a algumas que compunham uma grande amostra fotográfica de nudez, que foi apresentada nos principais museus da Alemanha durante o Regime Nacional-Socialista.
A relação do ser-humano com a natureza constituía o parâmetro sobre o qual era possível apreciar a beleza física sem apelar para a pornografia, e sem a problemática que resulta de uma natureza sexual reprimida, como daqueles casos que estudou Sigmund Freud, em que a maioria dos pacientes eram judeus.
Além disso, o conceito que o belo é bom se ampliou até na escultura – cujo maior representante foi Arno Breker, a pintura, as artes plásticas e inclusive nas óperas, aplicando a cosmovisão Nacional-Socialista na expressão de uma Arte total ao serviço do Povo.
Associado aos conceitos anteriores, o corpo sano se considerava belo. O Governo Nacional-Socialista estimulou a realização de exercícios físicos para as mulheres e homens de acordo a suas próprias características, como a base da saúde pública.
Desse modo, sem cair na distorcida moralidade do Comunismo – para o qual o corpo segue sendo pecaminoso e a beleza um atentado contra a igualdade, e o Capitalismo, que transforma o corpo em pornografia, o Nacional Socialismo alcançou uma perfeita harmonia entre o natural, o saudável, o belo e o bom.
Para todos aqueles (NS) somos herdeiros dessas concepções, o corpo humano é fundamentalmente belo, livre da noção de pecado, digno de admiração, a melhor expressão de nossa saúde física e mental, de nosso bem estar e harmonia.

Fonte: Informativo NSSP #5